A nova estratégia neoliberal é acabar com a beleza

Vinicius John

A partir da idade média, com seus mosteiros, castelos, reis, clero, “nobreza”, e plebe, a revolução industrial e a ascensão econômica e politica da burguesia provocou o nascimento dos Estados ditos modernos e republicanos.

Nos outros continentes, civilizações não imaginavam o que estava por vir. Nas Américas: Maias, Astecas, Tupinambá, peles vermelhas, etc. colonizados, mortos e escravizados; na Ásia: Índia, China, Japão, Rússia, etc. colonizados, mortos e escravizados; na África: colonizados, mortos e escravizados; na Oceania: colonizados, mortos e escravizados.

Toda matança e escravidão muito bem defendidas por Estado, Igreja e uma pseudociência. Esta, direta ou indiretamente, independente do lado que cada antepassado recente esteve, é nossa história, nosso nascimento.

Se há coisa globalizada, que une todas as nações do mundo, é a colonização europeia e branca. O modo ocidental e capitalista de ser, desde as colonizações, quem não faz parte, é contra. O imperialismo reina. Povos são destruídos, costumes milenares são alterados em prol de uniformização burra, universalização, globalização, visando implantar o consumismo e o ocidental way of life.

Quinhentos anos de guerras, fome, exploração do trabalho, escassez promovida,  obsolescência programada, destruição do ambiente (inteiro). Para que? Ou melhor, para QUENS?

“É por poucos terem tanto que tantos tem tão pouco”, como diz Eduardo Marinho, artista do RJ (vídeo e blog).

Fábricas foram implantadas, costumes milenares alterados, como o tempo: a partir de então, com um valor ($) e independente da natureza: dia, noite, chuva, frio, etc.; a urbanização acelerada e forçada: passamos a viver em caixas enfileiradas e sem comunicação, os meio de comunicação artificiais; meios de comunicação; recentemente a alimentação industrializada; medicina; etc.

Sem dúvidas caminhamos para o final da beleza, para a fascilização e a polarização da sociedade. Máfias e seitas cada vez mais fortes, lutando contra direitos (também humanos) histórica e duramente conquistados. A mercantilização de tudo é seu objetivo, acabar com a
educação crítica, com as artes, ciências humanas, etc.

Fascistas, fascistas em potencial, religiosos de diversos matizes (evangélicos, judeus, protestantes e mesmo cristãos → todas by ocidental way of life? Lutam contra a democracia, o estado de direito, igualdade racial, minorias como homossexuais. Tudo sem pagar impostos no Brasil.

No Brasil, se aliaram com muita eficácia com os ruralistas, os grandes meios de comunicação e o empresariado menos nacionalista, além é claro, dos especuladores e bancos.

Formaram-se máfias. Como sempre se utilizaram do capital econômico, sempre bolaram as melhores estratégias, compraram alguns dos grandes cientistas e, mesmo aqueles que não foram comprados, foram usados e reciclados. A igreja católica é umas das poucas instituições que perdura milênios destas todas que falamos. Os evangélicos são mais recentes, mas sempre tiveram benefícios. Porque acabar com a beleza? Marcia Tiburi fala muito bem em seu “Como conversar com um fascista” (vídeo).

No Brasil, após apenas alguns anos de um governo pretensamente de esquerda, estes mesmos talvez tinham perdido o monopólio do Estado. Já incomodados pela conquista de direitos e visibilidade dessas mesmas minorias, resolvem dar outro golpe, desta vez com um pouco mais de “estilo”, sem precisar dos militares.

Começam um ataque aos professores e acadêmicos em modo geral. No Brasil já temos Estados onde professores estão proibidos opinar! Não poder discutir e apresentar questões de gênero, homossexualismo, religiões? No Japão, recentemente o ministro da educação solicitou que as universidades acabassem com os cursos de humanas, porque não era útil ao país…

Começaram a privatizar e entregar o Estado, que é sim, uma das poucas instituições destas tantas que falamos que também perdurou todo o tempo, afinal, é a organização dos povos. Nasceu com a burguesia, mas é uma Instituição que deve servir a todos. Deve se tornar verdadeiramente independente do capital, para ser instrumento do bem comum. Hoje não é e, no caso do Brasil, nunca foi.

Querem acabar com a beleza. Acabar como as artes e com qualquer expressão que desvie do modo padronizado, unitário e utilitário de viver que precisam implantar. Querem acabar com o Estado, vender o país a preço de banana, como fizeram com a Vale (que vai voltar a ser pública), desvirtuar a educação, a democracia (mais ainda!). Não podemos deixar. Querem acabar com a beleza.

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