Vinte dias num grupo de WhatsApp dos apoiadores do Bolsonaro – Ponte Jornalismo

Fonte: Vinte dias num grupo de WhatsApp dos apoiadores do Bolsonaro – Ponte Jornalismo

“Seria legal uma divisão do Exército para caçar comunistas e simpatizantes”

Por Diógenes Muniz, especial para a Ponte Jornalismo

Sexta-feira, 15 de abril, 1h da tarde. Jair Bolsonaro acena de dentro do Rolls-Royce de cerimônias usado para a posse dos presidentes brasileiros. O político do PSC veste a faixa presidencial sobre o terno preto e usa óculos Thug Life (aqueles que cobrem os olhos de quem supostamente acaba de “mitar” na internet). Sob a montagem, uma legenda sugere: “Se você acredita que isso se tornará realidade, deixe o seu amém”.

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A Fantástica Fábrica de Estupidez da Rede Globo

Há anos, Arnaldo Jabor tem sido uma espécie de porta-voz da linha editorial da Rede Globo, que o utiliza em seus comentários para apresentar contundentes opiniões que os âncoras dos telejornais não poderiam apresentar. Diferente do que preconiza a verdadeira liberdade de expressão e uma postura democrática, seus pontos de vista há anos são sempre os mesmos. Não há confrontação, não há debate. O que Jabor fala está falado, e pronto. Este vídeo, editado exclusivamente pela página ORG, é a mais profunda prova da aberração doutrinária praticada pela Rede Globo. Compare o que ele diz sobre os líderes latino-americanos de esquerda com a exaltação da monarquia européia no final do vídeo e tire suas próprias conclusões. Excelente para entender o post anterior.

por: Ocupa a Rede Globo

Texto de natal – ou “Feliz Natal!”

Lembrando que a data do nascimento de Jesus não é conhecida, e que 25 de dezembro foi decretado pelo Vaticano no ano de 854 para fazer frente às festas do solstício, dos povos do norte europeu, republico esse texto. No império romano o registro dos nascimentos era feito por ano. O dia não constava. Essa mentira teria caído por terra, se a invenção do papai noel não fizesse a festa dos comerciantes e dos industriais, no apelo irresistível ao consumo. A data se transformou na maior onda de consumo anual. A festa da alienação, da ignorância, do egoísmo, da indiferença com a situação de enormes parcelas da humanidade, da hipocrisia, da falsidade, momento de encontros para alguns, de ostentação e conflitos, para muitos, quando se finge ser feliz. O texto de Luiz Sepúlveda merece a republicação.

Bom proveito e abraços a todos,
Eduardo.

Por Luis Sepúlveda

Estimado Santa Claus, Papai Noel, Bom Velhinho,
ou como queira chamar-se ou ser chamado.

Confesso que sempre lhe tive simpatia porque, em geral, me agrada a Escandinávia, sua roupa vermelha me dá um sentimento premonitório e porque, por trás dessas barbas sempre acreditei reconhecer um filósofo alemão que, a cada dia, tem mais razão no que afirmou, em vários livros muito citados, mas pouco lidos.

Não tema pelo teor desta carta, não sou o menino chileno que, há muitos anos lhe escreveu: “Velho safado, no ano passado te escrevi contando que, apesar de ir descalço e em jejum à escola, consegui tirar as melhores notas e que o único presente querido era uma bicicleta, sem querer que seja nova. Não teria que ser uma mountain bike, nem para correr o Tour de France. Queria uma bicicleta simples, sem marchas, para ajudar minha mãe na condução das roupas que ela busca, lava, passa e entrega. Isso era tudo, uma humilde bicicleta. Mas chegou o natal e eu ganhei uma estúpida corneta de plástico, brinquedo que guardei e te envio com esta carta, para que enfies no cu. Desejo que pegues AIDS, velho filho da puta”.

Foram seus elfos, os responsáveis por tão monstruoso desrespeito? Pois bem, estimado Santa Claus, seguramente este ano receberá muitos pedidos de bicicletas, pois o único porvir que espera os meninos do mundo é como entregadores, mensageiros e trabalhos sem contrato de trabalho, condenados a distribuir pacotes e quinquilharias até os 67 anos de idade. No entanto, não lhe peço uma bicicleta. Peço, em troca, um esforço pedagógico, que ponha seus elfos, anões, duendes e renas para escrever milhões de cartas explicando o que são e onde estão os mercados.

Como você bem sabe, eles nos têm fodido a vida, rebaixado os salários, arrasado as pensões, retirado benefícios das aposentadorias e condenado as pessoas a trabalhar permanentemente, para tranqüilizar os mercados.

Os mercados têm nomes e rostos de pessoas. São um grupo integrado por menos de um por cento da humanidade, donos de 99% das riquezas. Os mercados são os integrantes dos conselhos de acionistas, como são acionistas, por exemplo, de um laboratório que se nega a renunciar aos royalties de uma série de medicamentos que, se fossem genéricos, salvariam milhões de vidas. Não o fazem porque essas vidas não são rentáveis. Mas a morte sim, é, e muito.

Os mercados são os acionistas das indústrias que engarrafam suco de laranja e que esperaram até que a União Européia anunciasse leis restritivas para os trabalhadores não comunitários, que serão obrigados a trabalhar na Espanha ou outro país da U.E., sob as regras de trabalho e condições salariais de seus países de origem. Logo que isto aconteceu, nas bolsas européias dispararam os preços da próxima colheita de laranja. Para os mercados, para todos e cada um destes acionistas, a justiça social não é rentável, mas a escravidão sim, e muito.

Os mercados são os acionistas de um banco que suspende o salário mínimo de uma mulher que tem o filho inválido. Para todos e cada um dos acionistas, gerentes e diretores dos departamentos, as razões humanitárias não são rentáveis. Mas os despojos, as expulsões da pobreza para a miséria sim, é. E muito. E para os ladrões de esperança, sejam de direita ou de direita – pois não há outra opção para os defensores do sistema responsável pela crise causada pelos mesmos mercados –, despojar da sua casa aquela senhora idosa foi um sinal para tranqüilizar os mercados.

Na Inglaterra, a alta criminosa das tarifas universitárias se fez para tranqüilizar os mercados. O descontentamento social levará a ações inevitáveis pela sobrevivência e os mercados pedirão sangue, mortes, para tranqüilizar seu apetite insaciável.

Que seus duendes e elfos expliquem, detalhadamente, que no meio desta crise econômica gerada pela voracidade especulativa dos mercados – e pela renúncia do Estado a controlar os vai-véns financeiros –, nenhum banco deixou de ganhar, nenhuma sociedade multinacional deixou de lucrar e até os economistas mais ortodoxos das teorias de mercado concordam em que o principal sintoma da crise é que os bancos e as empresas multinacionais lucram menos mas, em nenhum caso deixam de lucrar. Que os elfos e duendes expliquem até ficar claro que foi o mercado quem se opôs a (e conseguiu eliminar, financiando campanhas de legisladores a seu serviço – n do T) qualquer controle estatal às especulações, mas agora impõem que o Estado castigue os cidadãos com a diminuição dos seus rendimentos.

E, por último, permita-me pedir-lhe algo mais: milhares, milhões de bandeiras de combate, barricadas fortes, paralelepípedos maciços, máscaras anti-gases, e que a estrela de Belém se transforme numa série de cometas incandescentes com alvos fixos: as Bolsas, que queimem até os alicerces, pois as chamas dos formosos incêndios nos dariam, ainda que temporariamente, uma inesquecível Noite de Paz.

Muito fraternalmente

Fuente: Le Monde Diplomatique

Tradução – Eduardo Marinho

Los monopolios mediáticos en América Latina son sustitutos de los partidos de derecha

Fonte – Fernando Arellano Ortíz

Entrevista con el politólogo argentino Atilio Boron :: Los conglomerados mediáticos se han convertido en “operadores políticos”

“No hay que llamarse a error: los medios de comunicación simplemente son grandes conglomerados empresariales que tienen intereses económicos y políticos. En América Latina los monopolios mediáticos tienen un poder fenomenal que han venido a sustituir a los partidos políticos de la derecha que han caído en el descrédito y que no tienen capacidad de concitar la atención ni la voluntad de los sectores conservadores de la sociedad”. Así caracteriza el politólogo y científico social argentino Atilio Boron a la denominada canalla mediática.

En este sentido, explica, “se cumple aquello que muy bien profetizó Gramsci hace casi un siglo cuando dijo que ante la ausencia de organizaciones de la derecha política, los medios de comunicación, los grandes diarios, asumen la representación de sus intereses y eso se está dando en América Latina”. En prácticamente todos los países de la región los conglomerados mediáticos se han convertido en “operadores políticos”.

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Para além das notícias: a mão do capital que escreve nos jornais

Artigo | 11 Setembro, 2012 – 15:35 | Por Frederico Pinheiro – Fonte

 Desde o início da atual crise financeira que são evidentes as falhas de pluralismo nos órgãos de comunicação social, não apenas em Portugal, mas um pouco por todo o Mundo. Em Portugal, todos os órgãos de comunicação social detêm fortes ligações ao sector financeiro. Os sete grupos de comunicação social, que detêm 32 dos mais importantes órgãos de comunicação social do país são detidos por 17 grandes acionistas.

“Desde o início da atual crise financeira que são evidentes as falhas de pluralismo nos órgãos de comunicação social, não apenas em Portugal, mas um pouco por todo o Mundo” – Imagem da wikimedia

Desde o início da atual crise financeira que são evidentes as falhas de pluralismo nos órgãos de comunicação social, não apenas em Portugal, mas um pouco por todo o Mundo. Numa altura em que o debate e democrático deveria ser a base para a definição de políticas a nível nacional e comunitário, o espaço para a combate de argumentos é cada vez mais escasso.

Se por um lado os órgãos de comunicação social privilegiam na sua cobertura mediática personalidades ligadas ao poder, por outro lado são raras, para não dizer inexistentes, as ocasiões em que, por exemplo, os opositores às políticas de austeridade conseguem marcar a agenda mediática.

O estabelecimento de um pensamento único, ou de uma agenda de reflexão monocromática, é mais evidente do que nunca. Considero, por isso, importante descodificar todo esse processo.

Da agenda ao pensamento único

Todos os cidadãos estabelecem hierarquias de prioridades na sua vida quotidiana – políticas, sociais, económicas, etc – seja através dos media seja através das relações sociais que estabelece. No entanto, a grande maioria da informação que as pessoas recebem não resulta da sua experiência pessoal como actor principal. Tal como McCombs e Shaw observaram, grande parte daquilo que vamos conhecendo chega-nos, invariavelmente, em segunda ou terceira mão através dos media ou de outras pessoas. Continue Lendo “Para além das notícias: a mão do capital que escreve nos jornais”