Opera Mundi – Não há justificativa econômica para paraísos fiscais, escrevem mais de 300 economistas a líderes globais

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Não há justificativa econômica para paraísos fiscais, escrevem mais de 300 economistas a líderes globais

Thomas Piketty e Jeffrey Sachs são alguns dos signatários de carta pelo fim dos paraísos fiscais; ICIJ divulgou hoje base de dados dos Panama Papers

Em carta aberta a líderes globais divulgada nesta segunda-feira (09/05), mais de 300 economistas de diversos países alertam que paraísos fiscais não têm justificativa econômica e servem somente para aumentar a desigualdade no mundo.

A carta, organizada pela ONG Oxfam, foi assinada por nomes consagrados nas ciências econômicas como o francês Thomas Piketty, o norte-americano Jeffrey Sachs e o britânico Angus Deaton, ganhador do Nobel de Economia em 2015, entre outros. Eles sustentam que paraísos fiscais “beneficiam indubitavelmente” pessoas ricas e corporações às custas da população dos países em que elas ganham seu dinheiro, afetando especialmente países pobres, que perderiam cerca de 170 bilhões de dólares ao ano devido à sonegação de impostos.

Carlos Latuff / Opera Mundi

Charge de Carlos Latuff sobre as operações do escritório de advocacia Mossack Fonseca, divulgadas pelo Panama Papers

 

Em entrevista à BBC, o economista sul-coreano Ha-Joon Chang, da Universidade de Cambridge, um dos signatários da carta, afirmou que “paraísos fiscais basicamente permitem que empresas e indivíduos explorem o resto da humanidade”. “Estas companhias e pessoas fazem dinheiro em um país através do trabalho de funcionários educados com dinheiro público, usam estradas, portos e infraestrutura paga por contribuintes daquele país e levam seu lucro a outro país em nome de outra empresa que na verdade não faz negócio nenhum ali”, disse Chang.

O documento foi divulgado na véspera de uma conferência anticorrupção que será realizada nesta semana em Londres, onde se reunirão políticos de 40 países e representantes do Banco Mundial e do FMI (Fundo Monetário Internacional). “Pedimos que vocês usem a conferência em Londres para tomar medidas significativas para acabar com a era dos paraísos fiscais”, escrevem os economistas.

ICIJ divulga base de dados dos Panama Papers

O ICIJ (sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) divulgou nesta segunda-feira (09/05) a base de dados dos Panama Papers, na qual os usuários podem buscar os nomes de quase 214 mil companhias, fundações e fundos que são parte da investigação.

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No banco de dados constam os nomes de indivíduos e empresas de mais de 200 países, disse o ICIJ em comunicado. Segundo o consórcio, que liderou a investigação junto ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung, se trata da “maior revelação de informações da história sobre companhias obscuras secretas e as pessoas que estão por trás delas”.

No total, o escândalo abrange mais de 11,5 milhões de documentos do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, especializado na gestão de capitais em paraísos fiscais, e afeta mais de 140 políticos e funcionários de alto escalão de todo o mundo, entre eles vários chefes ou ex-chefes de Estado e de governo.

Agência Efe

Manifestante em ocupação na Place de La Republique, em Paris, com cartaz “#PanamaLeaks, povos enganados, basta!”

Os documentos da base de dados divulgados hoje se referem a quase 214 mil empresas offshore criadas pela Mossack Fonseca supostamente para a sonegação de impostos de grandes fortunas.

O ICIJ alertou, entretanto, que empresas offshore “podem ter usos legítimos” e ressalta que não pretende afirmar que as pessoas ou companhias que aparecem nos documentos descumpriram a lei.

As empresas, fundações e fundos que estão no banco de dados têm sede em 21 paraísos fiscais, que vão desde Hong Kong até as Ilhas Virgens Britânicas, passando pelo estado de Nevada, nos Estados Unidos, indicou o ICIJ em comunicado.

Também aparecem na base de dados os nomes de diferentes personalidades e os cargos que elas ocupavam nas empresas, por exemplo, se eles eram diretores ou acionistas das companhias, assim como o endereço postal que a pessoa envolvida ou seu representante deram à Mossack Fonseca na hora de criar a offshore.

Os Panama Papers, o maior vazamento da história do jornalismo, foram divulgados no último dia 3 de abril e tiveram importantes consequências políticas, como a renúncia de Sigmundur David Gunnlaugsson como primeiro-ministro da Islândia.

*Com Agência Efe

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Vinte dias num grupo de WhatsApp dos apoiadores do Bolsonaro – Ponte Jornalismo

Fonte: Vinte dias num grupo de WhatsApp dos apoiadores do Bolsonaro – Ponte Jornalismo

“Seria legal uma divisão do Exército para caçar comunistas e simpatizantes”

Por Diógenes Muniz, especial para a Ponte Jornalismo

Sexta-feira, 15 de abril, 1h da tarde. Jair Bolsonaro acena de dentro do Rolls-Royce de cerimônias usado para a posse dos presidentes brasileiros. O político do PSC veste a faixa presidencial sobre o terno preto e usa óculos Thug Life (aqueles que cobrem os olhos de quem supostamente acaba de “mitar” na internet). Sob a montagem, uma legenda sugere: “Se você acredita que isso se tornará realidade, deixe o seu amém”.

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FNDC – O papel da mídia nas manifestações do 13 de março

Escrito por: Bia Barbosa e Helena Martins
Fonte: Carta Capital/Intervozes

Achar que a imprensa apenas cobriu os atos e não foi um componente central de sua própria concretização é ignorar o papel dos meios nas democracias

Os números da Polícia Militar apontam para mais de 3 milhões de pessoas nas ruas em todo o Brasil no domingo 13. Seria, de acordo com a imprensa, a maior manifestação da história do País – maior que as Diretas Já e que os atos de junho de 2013.

Foram os resultados das investigações do Ministério Público e da Polícia Federal os responsáveis por mobilizar tanta gente? Foram as delações premiadas da Operação Lava Jato? Os inúmeros erros dos governos Lula e Dilma, ao longo de 13 anos? Foram os recursos dos partidos de direita usados para convocar e levar muitos pras ruas?

Foi tudo isso. Mas nada teria a dimensão alcançada sem o papel estrutural dos meios de comunicação de massa em nossa sociedade.

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A manipulação de contextos na montagem de notícias

Fonte

Se há um veículo de comunicação na imprensa brasileira que costuma levar a manipulação da informação ao seu estágio mais sofisticado, este é o principal telejornal de Rede Globo de Televisão. Há muito tempo que o JN reduziu a prioridade pela notícia para enfatizar programas e eventos envolvendo interesses comerciais da empresa , bem como o proselitismo aberto em favor das causas político-financeiras apoiadas pelas Organizações Globo.

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O Provincianismo de Manaus

Caro Prefeito Arthur, ao cumprimentá-lo cordialmente, gostaria de discordar de suas palavras ao afirmar que o provincianismo de Manaus reside no limite de 18 andares das edificações. Não acredito tão pouco que seria resolvido por adotar o limite de 25 andares.

Na minha singela opinião o provincianismo de Manaus tampouco está na “cultura” da população, usada sim como bode espiatório de uma elite não cidadã, sem escrúpulos e educação, já cantada por Nicolas Jr.

O provincianismo se encontra na necessidade dos fiscais municipais ou estaduais terem de consultar as chefias pedindo permissão para realizar seu trabalho, com medo de envolver juiz, promotor, político, empresário ou mesmo qualquer funcionário público.

O provincianismo é encontrado no nome da rua ou avenida com 4 palavras, recém alterado pelo vereador, que depois interfere pelo lanche irregular ou pela igreja.

Quando um funcionário da prefeitura ou do estado intercede para manter parte do imóvel sobre a calçada. Para manter o funcionamento da empresa em local inadequado. Para realizar uma obra sem licença.

Está na aterragem do igarapé pelo empresário, com licença dos órgãos competentes em uma das principais avenidas. Na ausência de políticas como o IPTU Progressivo, afinal, interferiria nos proprietários de terrenos baldios e casas abandonadas, na elite especuladora. Na ausência de praças e espaços públicos de lazer, restritos a poucos e privilegiados bairros. Na qualidade do transporte público. Nos órgãos públicos monopolizados por amigos e famílias, afinal, nunca houve concurso público.

Caro prefeito, o provincianismo está na lei aplicada somente ao mais fraco, para quem não tem conhecidos em qualquer escala dos órgãos públicos. Em sua elite mal educada e não cidadã, sua elite sem vergonha de sua própria cidade. Não é questão de cultura mas sim de educação, de cidadania básica, de ausência de qualquer campanha educativa pelos órgãos competentes, afinal, preferem continuar na província.

O provincianismo de Manaus é sua elite que não percebe que viveria melhor se todos vivessem melhor…

A Fantástica Fábrica de Estupidez da Rede Globo

Há anos, Arnaldo Jabor tem sido uma espécie de porta-voz da linha editorial da Rede Globo, que o utiliza em seus comentários para apresentar contundentes opiniões que os âncoras dos telejornais não poderiam apresentar. Diferente do que preconiza a verdadeira liberdade de expressão e uma postura democrática, seus pontos de vista há anos são sempre os mesmos. Não há confrontação, não há debate. O que Jabor fala está falado, e pronto. Este vídeo, editado exclusivamente pela página ORG, é a mais profunda prova da aberração doutrinária praticada pela Rede Globo. Compare o que ele diz sobre os líderes latino-americanos de esquerda com a exaltação da monarquia européia no final do vídeo e tire suas próprias conclusões. Excelente para entender o post anterior.

por: Ocupa a Rede Globo